O período de Defeso das espécies foi o principal assunto discutido pelo Conselho Nacional de Pesca e Aqüicultura (Conepa), na tarde do último dia 10, no Auditório da Sepror. Desta primeira reunião de 2010, participaram conselheiros e convidados que representavam órgãos ligados ao setor pesqueiro, como o Sindpesca (Sindicato dos Pescadores no Estado do Amazonas), IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Associação dos Armadores de Pesca e Ministério de Pesca e Aqüicultura do Paraná (MPA/PR).
O período de defeso é o período em que as atividades de caça, coleta e pesca esportivas e comerciais ficam vetadas ou controladas em diversos locais do território nacional e visa a preservação das espécies e a fruição sustentável dos recursos naturais. Neste período os pescadores artesanais recebem do governo proventos em dinheiro durante a época em que não podem obter renda da pesca por impedimento legal.
Dentre os pontos explorados sobre o tema, o período que compreende o defeso foi o mais questionado. José Leiland Barroso, membro do Sistema Sepror, apontou como alternativa a volta do Defeso Misto Participativo, em que apenas algumas espécies ficam liberadas para uso esportivo e profissional. "A minha sugestão é que voltemos a pensar nesse tipo de modalidade, além de questionar a época e as espécies que participarão do defeso", declarou.
Sobre as espécies, Pedro Neto, participante da Associação dos Armadores de Pesca, aposta na alternativa de apoio do Governo do Estado: "Está na hora de o Governo atentar para o setor pesqueiro no sentido de discutir sobre as espécies amazônicas". Outros participantes de associações sugeriram a mudança de data do início do período como os representantes da Federação dos Pescadores do Amazonas.
Já Antônio Nery de Oliveira, membro do Ibama, a data do período é uma questão mínima a ser discutida: "A migração é o que importa. O período de migração das espécies é que deve ser respeitado. Caso contrário estaremos apreendendo quilos e quilos de peixes mortos, quando o importante é tê-lo vivo.Temos que nos preocupar é com a renovação das espécie," opina, comparando a questão à ameaça de extinção dos quelônios: "A solução é proteger as áreas de migração, assim como aconteceu com os quelônios".
A próxima reunião do Conepa está programada para o dia 09 de junho, quando o assunto dever ser aprofundado.


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